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terça-feira, 15 de novembro de 2022
segunda-feira, 7 de novembro de 2022
Conjunções
1- Ligue as frases, usando a conjunção ou locução conjuntiva coordenativa adequada:
a) Ifigênia saiu cedo. Voltou tarde.
b) Cassilda saiu cedo. Não voltou tarde.
c) Creusa saiu cedo. Voltará cedo.
d) Clarice saiu cedo. Precisava ajudar a mãe.
e) Hortência saiu cedo. Hortência saia tarde.
f) Todo mês Luiza vem aqui. Nunca fica.
g) O desejo da morte é um mal. O temor a ela é pior.
h) Trabalhamos muito. Deveremos prosperar.
i) Quero ir. Quero ficar.
j) O padre falou pouco. Disse muitas verdades.
2- Continue:
a) As rosas são belas. Têm espinhos.
b) As são preciosas aos homens. não as destruamos!
c) Os ladrões não nos ofenderam. Não nos ameaçaram.
d) Plantamos. Colheremos.
e) O estudo deve ser constante. Sem saber não há progresso.
f) Susana se veste com roupas caras. Deve ganhar muito bem!
g) Isabel se veste muito mal. Ganha pouco.
h) O dinheiro traz felicidade. O dinheiro traz desgraça.
i) Não insista. Será pior.
j) Marisa não fala em público. Ela tem vergonha.
3- Ligue as frases, usando a conjunção subordinativa adequada ou uma locução conjuntiva de igual valor:
a) O homem era mais forte _____ um touro.
b) _____ chova, iremos à praia.
c) _____ me preocupo, menos vivo.
d) Convém _____ nunca pares de estudar.
e) Gritou tanto, _____ perdeu a voz.
f) Parece _____ o filme causou medo.
g) Não sabemos _____ o povo está feliz.
h) Minha sorte foi _____ não choveu.
i) _____ está chovendo, não vou à praia.
j) Vou à praia, _____ não esteja chovendo.
4- Complete da forma que melhor lhe convier. Classifique as conjunções ou locuções conjuntivas:
a) Irei amanhã a Madri, embora ...
b) Não votarei nesse candidato, caso ...
c) Acalmavam-se as ondas, à proporção que ...
d) Eles me procuraram, mas ...
e) Eles não procuram trabalhar, por mais que ...
f) Gumersindo falou tão bem, que ...
g) Meu time tem de ganhar amanhã, nem que ...
h) Não passou o ano, posto que ...
i) Ela começou a chorar, mal ...
j) Divirtam-se bastante, porque ...
terça-feira, 25 de outubro de 2022
Paródia
Leia os textos abaixo para responder às questões.
Canção do Exílio
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá;
As aves, que aqui gorjeiam,
Não gorjeiam como lá.
Nosso céu tem mais estrelas,
Nossas várzeas têm mais flores,
Nossos bosques têm mais vida,
Nossa vida mais amores.
Em cismar, sozinho, à noite,
Mais prazer encontro eu lá;
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá.
Minha terra tem primores,
Que tais não encontro eu cá;
Em cismar — sozinho, à noite —
Mais prazer encontro eu lá;
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá.
Não permita Deus que eu morra,
Sem que eu volte para lá;
Sem que desfrute os primores
Que não encontro por cá;
Sem qu'inda aviste as palmeiras,
Onde canta o Sabiá."
Gonçalves Dias – 1857, “Primeiros cantos”
Canção do
exílio
Minha
terra tem campos de futebol onde cadáveres amanhecem emborcados pra
atrapalhar os jogos. Tem uma pedrinha cor-de-bile que faz
"tuim" na cabeça da gente. Tem também muros de bloco (sem pintura, é
claro, que tinta é a maior frescura quando falta mistura), onde
pousam cacos de vidro pra espantar malaco. Minha terra tem HK, AR15, M21,
45 e 38 (na minha terra, 32 é uma piada). As sirenes que aqui apitam, apitam de
repente e sem hora marcada. Elas não são mais as das fábricas, que fecharam.
São mesmo é dos camburões, que vêm fazer aleijados, trazer tranquilidade e
aflição.
(BONASSI, Fernando. 15 cenas de descobrimento de Brasis. In: MORICONI, Ítalo (Org.). Os cem melhores contos brasileiros do século. Rio Janeiro: Objetiva, 2000. p. 607.)
VOCABULÁRIO
emborcado: colocado
de bruços, de boca para baixo; despejado, tombado.
cor-de-bile: esverdeado
ou amarelado.
frescura: gíria
popular com o significado de coisa sem valor, dispensável.
mistura: gíria
popular indicando ingredientes para o almoço ou jantar (carne, verduras, legumes
etc.).
malaco: gíria
com o significado de marginal, bandido,ladrão.
1. Esse
texto dialoga diretamente com o poema Canção do Exílio, de Gonçalves Dias.
Fernando Bonassi fez uma paródia ou uma paráfrase desse poema?
Justifique.
2. Qual
é o tema central desse microconto?
3. Registre
falso ou verdadeiro para cada uma das alternativas a seguir:
a) O
texto de Bonassi dialoga com o noticiário policial.
b) A
divisão em cenas - cena 9, por exemplo - remete à linguagem
cinematográfica.
c) O
autor denuncia o degredo de cidadãos brasileiros em solo pátrio.
d) Ele
reafirma a visão ufanista do romântico Gonçalves Dias.
4. Explique as denúncias expressas em cada uma das seguintes passagens:
a)"Minha
terra tem campos de futebol onde cadáveres amanhecem emborcados pra atrapalhar
os jogos."
b) "Tem
uma pedrinha cor-de-bile que faz 'tuim' na cabeça da gente."
c) "Tem
também muros de bloco (sem pintura, e claro, que tinta é a maior frescura
quando falta mistura), onde pousam cacos de vidro pra espantar malaco."
d) "[...]
tem HK, AR 15, M21, 45 e 38 (na minha terra, 32 é uma piada)."
e) "As
sirenes [...] não são mais as das fábricas, que fecharam."
f) "São
mesmo é dos camburões, que vêm fazer aleijados, trazer tranquilidade e
aflição."
segunda-feira, 24 de outubro de 2022
Barroco
Leia o poema abaixo para responder às questões 1, 2 e 3:
A Cristo Nosso Senhor crucificado estando o poeta na última hora de sua vida
Gregório de Matos
1) Que características da
literatura barroca podemos perceber no poema acima?
2) A religiosidade
católico-cristã cultivada no contexto da Contarreforma manifesta-se em diversos
poemas barrocos por meio de uma linguagem ornamentada, repleta de imagens.
a) Na primeira estrofe do
texto 1, o que o eu lírico declara a Jesus? Comprove sua resposta com elementos
do texto.
b) Nessa estrofe, a cruz, importante
símbolo do cristianismo, é retratada por meio de uma figura de linguagem.
Identifique e explique essa figura.
c) No quarto verso dessa
estrofe, o eu lírico finaliza com uma figura de linguagem a declaração que faz
a Jesus. Qual é essa figura? Que efeito de sentido ela produz na primeira
estrofe?
3) No poema, ao sentir que o
fim de sua vida se aproxima, o eu lírico, nas duas últimas estrofes, busca a
salvação de sua alma por meio de uma argumentação.
a) Que argumento o eu lírico
utiliza na terceira estrofe?
b) Na última estrofe, o eu
lírico conclui que há esperança para sua salvação. Como ele chega a essa
conclusão?
Leia o poema abaixo para responder à questão 4.
Ao
valimento que tem o mentir
Mau
ofício é mentir, mas proveitoso...
Tanta
mentira, tanta utilidade
Traz
consigo o mentir nesta cidade
Como
o diz o mais triste mentiroso.
Eu,
como um ignorante e um baboso,
Me
pus a verdadeiro, por vaidade;
Todo
o meu cabedal meti em verdade
E
saí do negócio perdidoso
Perdi
o principal, que eram verdades,
Perdi
os interesses de estimar-me,
Perdi-me
a mim em tanta soledade;
Deram
os meus amigos em deixar-me,
Cobrei
ódios e inimizades...
Eu
me meto a mentir e a aproveitar-me.
Gregório
de Matos
4- O barroco apresenta duas vertentes: o cultismo, caracterizado pela linguagem rebuscada e extravagante, pelos jogos de palavras; e o conceptismo, marcado pelo jogo de ideias, de conceitos, seguindo um raciocínio lógico. O poema de Gregório de Matos, exemplo da estética barroca, insere-se em uma dessas vertentes. Identifique-a e justifique sua resposta.
Leia o texto atentamente para responder à questão 5.
Que és terra, homem, e em terra hás de tornar-te,
Te
lembra hoje Deus por sua Igreja;
De
pó te faz espelho, em que se veja
A
vil matéria, de que quis formar-te.
Lembra-te
Deus, que és pó para humilhar-te,
E
como o teu baixel sempre fraqueja
Nos
mares da vaidade, onde peleja,
Te
põe à vista a terra, onde salvar-te.
Alerta,
alerta, pois, que o vento berra.
Se
assopra a vaidade e incha o pano,
Na
proa a terra tens, amaina e ferra.
Todo
o lenho mortal, baixel humano,
Se
busca a salvação, tome hoje terra,
Que
a terra de hoje é porto soberano.
Gregório
de Matos
5- Gregório
de Matos expressou em sua obra toda a tensão do século XVII, ao abordar os
temas predominantes do Barroco. Identifique no poema elementos que atestam o comprometimento
do poeta com o respectivo momento literário.
Texto para a questão 6.
Descreve o que era realmente naquele tempo a cidade da Bahia
A
cada canto um grande conselheiro,
Que
nos quer governar cabana e vinha;
Não
sabem governar sua cozinha,
E
podem governar o mundo inteiro.
Em
cada porta um bem frequente olheiro,
Que
a vida do vizinho e da vizinha
Pesquisa,
escuta, espreita e esquadrinha,
Para
o levar à praça e ao terreiro.
Muitos
mulatos desavergonhados,
Trazidos
sob os pés os homens nobres,
Posta
nas palmas toda a picardia,
Estupendas
usuras nos mercados,
Todos
os que não furtam muito pobres:
E
eis aqui a cidade da Bahia.
Gregório
de Matos
6- Neste
poema, o autor barroco vai revelando, de forma contundente, um panorama da Bahia
do século XVII. Sua crítica se refere, de modo geral
a)
à arrogância e ao autoritarismo dos políticos, que não conseguem sequer
governar a própria vida.
b)
à forma como os pobres, que não furtam, são tratados pelos aproveitadores,
sejam governantes ou não.
c)
à ousadia dos governantes e à escravidão, que humilhava os negros e mulatos e
envergonhava o país.
d)
aos maus costumes dos governantes e comerciantes, que vivem de intrigas e
usuras.
e)
aos péssimos costumes e comportamentos da população em geral, independentemente
do estrato ou posição social.
Texto para a questão 7.
Discreta e formosíssima Maria,
Enquanto
estamos vendo a qualquer hora
Em
tuas faces a rosada Aurora,
Em
teus olhos, e boca o Sol, e o dia:
Enquanto
com gentil descortesia
O
ar, que fresco Adônis te namora,
Te
espalha a rica trança voadora,
Quando
vem passear-te pela fria:
Goza,
goza da flor da mocidade,
Que
o tempo trota a toda ligeireza,
E
imprime em toda a flor sua pisada.
Oh,
não aguardes, que a madura idade
Te
converta em flor, essa beleza
Em
terra, em cinza, em pó, em sobra, em nada.
Gregório
de Matos
Acerca
da(s) característica(s) barroca(s) presente(s) no texto de Gregório de Matos, destaca(m)-se.
I.
Uso de linguagem vulgar e tratamento impiedoso às
pessoas
de sua época.
II.
Uso das figuras de linguagem antítese e paradoxo,
evidenciando
a oposição de ideias.
III.
Desenvolvimento do tema clássico locus amoenus (lugar tranquilo, agradável,
onde se encontram os amantes).
7- Pode(m)
ser apontada(s) como característica(s) barroca(s) presente(s) no texto de
Gregório de Matos apenas:
a)
I.
b)
II.
c)
III.
d)
II e III.
Leia o poema para responder ao que se pede.
Goze a corte o ambicioso
de
aplausos, e vaidades,
que
eu cá nestas soledades
o
melhor descanso gozo:
aqui
vivo cuidadoso
de
descuidos, e este estado
julgo
bem-aventurado,
que
o melhor estado, cuido,
é
aquele, em que o descuido
vem
a ser todo o cuidado.
Gregório
de Matos
8- Gregório de Matos foi um dos mais notáveis poetas do Barroco em língua portuguesa, especialmente por possuir independência de pensamento e sofisticada capacidade de escrita. Para criticar homens vaidosos e ambiciosos de seu tempo, o poeta usa uma fi gura de linguagem cara a muitos textos barrocos. Essa figura é:
a)
a metáfora, empregada várias vezes como forma de comparar os bons e os maus.
b)
a elipse, usada para camuflar a identidade daqueles a quem procura criticar.
c)
a prosopopeia, utilizada para personificar vários sentimentos negativos.
d)
o hipérbato, inversões sintáticas que reforçam o contraste entre o poeta e os
criticados.
e)
a ironia, recurso útil para expressar sua vida marcada por escândalos e
inimizades.
O soneto “No fluxo e refluxo da maré encontra o poeta incentivo pra recordar seus males”, de Gregório de Matos, apresenta características marcantes do poeta e do período em que ele o escreveu.
Seis
horas enche e outras tantas vaza
A
maré pelas margens do Oceano,
E
não larga a tarefa um ponto no ano,
Depois
que o mar rodeia, o sol abrasa.
Desde
a esfera primeira opaca, ou rasa
A
Lua com impulso soberano
Engole
o mar por um secreto cano,
E
quando o mar vomita, o mundo arrasa.
Muda-se
o tempo, e suas temperanças.
Até
o céu se muda, a terra, os mares,
E
tudo está sujeito a mil mudanças.
Só
eu, que todo o fim de meus pesares
Eram
de algum minguante as esperanças,
Nunca
o minguante vi de meus azares.
9- De
acordo com o poema, é correto afirmar:
a)
A temática barroca do desconcerto do mundo está representada no poema, uma vez
que as coisas do mundo estão em desarmonia entre si.
b)
A transitoriedade das coisas terrenas está em oposição ao caráter imutável do
sujeito, submetido a uma concepção fatalista do destino humano.
c)
A concepção de um mundo às avessas está figurada no soneto através da clara
oposição entre o mar que tudo move e a lua imutável.
d)
A clareza empregada para exposição do tema reforça o ideal de simplicidade e
bucolismo da poesia barroca, cujo lema fundamental era a áurea mediocritas.
e)
A sintonia entre a natureza e o eu-poético embasa as personificações de objetos
inanimados aliadas às hipérboles que descrevem o sujeito.
Leia o fragmento do Sermão da sexagésima, do padre Antônio
Vieira, para responder à questão 10.
“Por isso são maus ouvintes os de entendimentos agudos. Mas
os de vontades endurecidas ainda são piores, porque um entendimento agudo
pode-se ferir pelos mesmos fios e vencer-se uma agudeza com outra maior; mas contra
vontades endurecidas nenhuma coisa aproveita a agudeza, antes dana mais, porque
quando as setas são mais agudas, tanto mais facilmente se despontam na pedra.
Oh! Deus nos livre de vontades endurecidas, que ainda são piores que as pedras.”
VIEIRA, Antônio. Sermões escolhidos. São Paulo: Martin
Claret, p. 84.
10- Sobre o sermão, seu autor e o trecho reproduzido, assinale a
afirmação correta.
a) De acordo com o trecho em questão, os piores ouvintes são aqueles de entendimento agudo, porque as setas agudas se despontam na pedra.
b) Neste sermão, Vieira faz uma crítica aos sermões rebuscados
e incompreensíveis e ensina a arte de pregar.
c) O trecho exemplifica a preferência de Vieira pelo jogo de palavras e pelo exagero formal.
d) Vieira afirma que é mais fácil falar para aqueles que têm
“vontades endurecidas”. Basta que se use argumentos agudos.
e) O sermão, cuja premissa é a “Parábola do semeador”, alega
que as pedras são “solo fértil” para pregar; basta que o pregador use palavras
duras (agudas) como setas, que rompem a pedra com as suas pontas.
Leia e responda.
“Não é o homem um mundo pequeno que está dentro do mundo grande, mas é um mundo grande que está dentro do pequeno. Baste por prova o coração humano, que sendo uma pequena parte do homem, excede na capacidade a toda a grandeza do mundo. [...] O mar, com ser um monstro indômito, chegando às areias, para; as árvores, onde as põem, não se mudam; os peixes contentam-se com o mar, as aves com o ar, os outros animais com a terra. Pelo contrário, o homem, monstro ou quimera de todos os elementos, em nenhum lugar para, com nenhuma fortuna se contenta, nenhuma ambição ou apetite o falta: tudo confunde e como é maior que o mundo, não cabe nele.”
11- Podemos reconhecer nesse trecho do padre Antônio Vieira:
a) o caráter argumentativo típico do estilo barroco (século
XVII).
b) a pureza de linguagem e o estilo rebuscado do escritor árcade
(século XVIII).
c) uma visão de mundo centrada no homem, própria da época
romântica (princípio do século XIX).
d) o racionalismo comum dos escritores da escola realista (fim
do século XIX).
e) a consciência da destruição da natureza pelo homem, típica
de um escritor moderno (século XX).
Sermão da Sexagésima
Nunca na Igreja de Deus houve tantas pregações, nem tantos
pregadores como hoje. Pois se tanto se semeia a palavra de Deus, como é tão
pouco o fruto? Não há um homem que em um sermão entre em si e se resolva, não
há um moço que se arrependa, não há um velho que se desengane. Que é isto?
Assim como Deus não é hoje menos onipotente, assim a sua palavra não é hoje
menos poderosa do que dantes era. Pois se a palavra de Deus é tão poderosa; se
a palavra de Deus tem hoje tantos pregadores, por que não vemos hoje nenhum
fruto da palavra de Deus? Esta, tão grande e tão importante dúvida, será a
matéria do sermão. Quero começar pregando-me a mim. A mim será, e também a vós;
a mim, para aprender a pregar; a vós, que aprendais a ouvir.
VIEIRA, A. Sermões escolhidos. V. 2. São Paulo: Edameris,
1965.
12- No Sermão da sexagésima, padre Antônio Vieira questiona a
eficácia das pregações. Para tanto, apresenta como estratégia discursiva
sucessivas interrogações, as quais têm por objetivo principal:
a) provocar a necessidade e o interesse dos fiéis sobre o conteúdo que será abordado no sermão.
b) conduzir o interlocutor à sua própria reflexão sobre os temas
abordados nas pregações.
c) apresentar questionamentos para os quais a Igreja não possui
respostas.
d) inserir argumentos à tese defendida pelo pregador sobre a
eficácia das pregações.
e) questionar a importância das pregações feitas pela Igreja
durante os sermões.
“A primeira cousa que me desedifica, peixes, de vós, é que vos
comeis uns aos outros. Grande escândalo é este, mas a circunstância o faz ainda
maior. Não só vos comeis uns aos outros, senão que os grandes comem os
pequenos. [...] Santo Agostinho, que pregava aos homens, para encarecer a
fealdade deste escândalo mostrou-lhes nos peixes; e eu, que prego aos peixes,
para que vejais quão feio e abominável é, quero que o vejais nos homens. Olhai,
peixes, lá do mar para a terra. Não, não: não é isso o que vos digo. Vós virais
os olhos para os matos e para o sertão? Para cá, para cá; para a cidade é que
haveis de olhar. Cuidais que só os tapuias se comem uns aos outros, muito maior
açougue é o de cá, muito mais se comem os brancos. Vedes vós todo aquele bulir,
vedes todo aquele andar, vedes aquele concorrer às praças e cruzar as ruas:
vedes aquele subir e descer as calçadas, vedes aquele entrar e sair sem quietação
nem sossego? Pois tudo aquilo é andarem buscando os homens como hão de comer, e
como se hão de comer. [...] Diz Deus que comem os homens não só o seu povo,
senão declaradamente a sua plebe: Plebem meam, porque a plebe e os plebeus, que
são os mais pequenos, os que menos podem, e os que menos avultam na república,
estes são os comidos. E não só diz que os comem de qualquer modo, senão que os
engolem e os devoram: Qui devorant. Porque os grandes que têm o mando das
cidades e das províncias, não se contenta a sua fome de comer os pequenos um
por um, poucos a poucos, senão que devoram e engolem os povos inteiros: Qui
devorant plebem meam. E de que modo se devoram e comem? Ut cibum panis: não
como os outros comeres, senão como pão. A diferença que há entre o pão e os
outros comeres é que, para a carne, há dias de carne, e para o peixe, dias de
peixe, e para as frutas, diferentes meses no ano; porém o pão é comer de todos
os dias, que sempre e continuadamente se come: e isto é o que padecem os
pequenos. São o pão cotidiano dos grandes: e assim como pão se come com tudo,
assim com tudo, e em tudo são comidos os miseráveis pequenos, não tendo, nem
fazendo ofício em que os não carreguem, em que os não multem, em que os não
defraudem, em que os não comam, traguem e devorem: Qui devorant plebem meam, ut
cibum panis. Parece-vos bem isto, peixes?"
Antônio Vieira. Essencial.
13- No sermão, Vieira critica:
a) a preguiça desmesurada dos miseráveis.
b) a falta de ambição dos miseráveis.
c) a ganância excessiva dos poderosos.
d) o excesso de humildade dos miseráveis.
e) o excesso de vaidade dos poderosos.
Leia para responder.
[...] Vai o navio navegando e o marinheiro dormindo, e o voador toca na vela, ou na corda, e cai palpitando. Aos outros peixes mata-os a fome e engana-os a isca, ao voador mata-o a vaidade de voar, e a sua isca é o vento. Quanto melhor lhe fora mergulhar por baixo da quilha e viver, que voar por cima das antenas e cair morto! [...] O voador fê-lo Deus peixe, e ele quis ser ave, e permite o mesmo Deus que tenha os perigos de ave e mais os de peixe. Todas as velas para ele são redes, como peixe, e todas as cordas laços, como ave. Vê, voador, como correu pela posta o teu castigo. Pouco há, nadavas vivo no mar com as barbatanas, e agora jazes em um convés, amortalhado nas asas. Não contente com ser peixe, quiseste ser ave, e já não és ave nem peixe: nem voar poderás já, nem nadar.[...]
VIEIRA, Antônio. Os voadores. Vieira: trechos escolhidos.
Seleção de Eugênio Gomes. Rio de Janeiro: Agir, 1971. p. 64.
(Coleção Nossos Clássicos).
14- Pe. Antônio Vieira, por meio de uma linguagem metafórica,
faz uma reflexão crítica acerca:
a) da imortalidade.
b) da hipocrisia.
c) do egoísmo.
d) da ambição.
e) da injustiça.
domingo, 16 de outubro de 2022
Poemas diversos - Exercícios de interpretação de texto
Leia o poema abaixo para responder às questões 1 a 3.
Cais matutino
Mercado do peixe, mercado da aurora:
Cantigas, apelos, pregões e risadas
À proa dos barcos que chegam de fora.
Cordames e redes dormindo no fundo;
À popa estendidas, as velas molhadas;
Foi noite de chuva nos mares do mundo.
Pureza do largo, pureza da aurora.
Há viscos de sangue no solo da feira.
Se eu tivesse um barco, partiria agora.
O longe que aspiro no vento salgado
Tem gosto de um corpo que cintila e cheira
Para mim sozinho, num mar ignorado.
Ribeiro Couto
1- Rico em imagens e aspectos sensoriais, o poema descreve o amanhecer.
a) Que local é descrito no poema
b) Que palavras são responsáveis pelas sugestões visuais sobre o local?
c) E quais são responsáveis pelas sugestões sonoras?
d) E quais pelas sugestões táteis?
e) E pelas sugestões gustativas?
2) Como o eu lírico se sente em relação a tudo a que assiste?
3) Observe a estrutura formal do poema.
a) Quantas estrofes ele apresenta?
b) Quantos versos há em cada estrofe?
c) Que outros recursos do gênero poema podem ser constatados? Justifique com fragmentos do texto.
Leia o texto abaixo para responder às questões 4 a 12.
Soneto da fidelidade
De
tudo, ao meu amor serei atento
Antes,
e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que
mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.
Quero
vive-lo em cada vão momento
E
em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao
seu pesar ou seu contentamento.
E
assim, quando mais tarde me procure
Quem
sabe a morte, angústia de quem vive
Quem
sabe a solidão, fim de quem ama
Eu
possa me dizer do amor (que tive):
Que
não seja imortal, posto que é chama
Mas
que seja infinito enquanto dure.
Vinícius de Moraes
4- Por que esse texto pode ser considerado um poema?
5-
Nesse consagrado poema, qual o sentimento evidenciado?
6- Na 2ª estrofe, o eu lírico afirma que vai
dedicar-se à pessoa amada nos mais diferentes momentos da vida. Quais são esses
momentos?
7- O que representa uma chama? Como podemos associar essa palavra ao amor
para compreendermos, o verso “que não seja imortal, posto que é chama”?
8-
O que você entende por “Mas que seja infinito enquanto dure”?
9- Relacionando o conteúdo do poema com a realidade
atual, você acha que é possível alguém ser tão fiel a outrem como nos coloca o
poeta? Por quê?
10- Por que, de acordo com o texto, a morte é a angústia de quem vive, e a
solidão é o fim de quem ama?
11- O poema se intitula “Soneto de Fidelidade”. Qual ou quais dos itens
seguintes traduzem melhor o conceito de fidelidade e de amor no texto?
a) Fidelidade
é entrega total à pessoa amada e renúncia a outras possibilidades amorosas.
b) Fidelidade
é uma exclusividade amorosa que deve durar para sempre.
c) O
amor não é eterno, mas, enquanto dura, deve-se ser fiel a ele de forma intensa
e qualitativamente infinita.
d) Só
há fidelidade no amor quando ele é infinitamente duradouro, embora ele possa um
dia acabar.
12- Além da função poética, que outra função da
linguagem aparece com evidência no texto lido? Justifique sua resposta
transcrevendo um verso do poema.
13-
Apesar de não apresentarem rimas e divisão em estrofes, pode-se dizer que os
textos abaixo também podem ser considerados poemas? Justifique.
Texto
I
Impressionista
Uma
ocasião,
meu
pai pintou a casa toda de alaranjado brilhante.
Por
muito tempo moramos numa casa,
como
ele mesmo dizia,
constantemente
amanhecendo.
Adélia
Prado
Texto II
O rio que fazia uma volta
atrás da nossa casa
era a imagem de um vidro mole que fazia uma volta
atrás de casa casa
Tempo depois
Passou um homem e disse:
Essa volta que o rio faz atrás de sua casa
se chama enseada.
Não era mais a imagem de uma cobra de vidro mole
que fazia uma volta atrás da casa.
Era uma enseada.
Acho que o nome empobreceu a imagem.
Manoel de Barros
quarta-feira, 5 de outubro de 2022
Texto dissertativo-argumentativo
Olhares que buscam o Brasil
Ao despontar como potência econômica do século XXI, o Brasil tem cada vez mais atraído os olhares do mundo, chamando a atenção da mídia, de grandes empresas e de outros países. Contudo, é outro olhar não menos importante que deveria começar a nos sensibilizar mais: o olhar marginalizado e cheio de esperança daqueles que não têm dinheiro, dos famintos e desempregados ao redor do globo. São pessoas com esse perfil que majoritariamente contribuem para o crescente volume de imigrantes no país, e o que se vê é uma ausência de políticas públicas eficientes para receber e integrar essas pessoas à sociedade. Não parece que a solução seja simplesmente deixar que imigrantes pouco qualificados continuem entrando no país de forma irregular e esperar que eles, sozinhos, encontrem um ofício para se sustentar. O governo ainda não percebeu que a regularização desses imigrantes e a inserção dos mesmos no mercado de trabalho formal poderiam servir como oportunidades para o país arrecadar mais impostos e possíveis futuros cidadãos, ou seja, novos contribuintes para a deficitária Previdência Social. Visando aproveitar tais benefícios, o governo poderia começar a implantar, nas regiões por onde chegam os imigrantes, mais órgãos e agências que oferecessem serviços de regularização do visto e da carteira de trabalho, posto que ainda há muita deficiência de controle nesse setor. Além disso, nos destinos finais desses imigrantes poderiam ser oferecidos cursos de português e cursos qualificantes voltados para os mesmos. Isso facilitaria muito a inserção dessas pessoas no mercado de trabalho formal e poderia inclusive suprir a alta demanda por mão-de-obra em setores como o da construção civil, por exemplo. Nesse sentido, é preciso que atitudes mais energéticas sejam tomadas a fim de que o país não deixe escapar essa oportunidade: a de transformar o problema da imigração crescente em uma solução para outros. A questão merece mais atenção do governo, portanto, pois não deve ser a toa que o Brasil, além de ser conhecido pela hospitalidade, também o é pelo modo criativo de resolver problemas. Prestemos mais atenção aos olhares que nos cercam; deles podem vir novas oportunidades.
1. O texto lido segue a estrutura das dissertações. Identifique, justificando, os parágrafos que correspondem:
a) à introdução;b) ao desenvolvimento;c) á conclusão;
2. Qual é a tese quanto ao problema da imigração no Brasil defendida no texto?
3. Para fundamentar a tese que defende, o autor organiza seus argumentos em dois parágrafos e, conforme solicitado pela prova do Enem, apresenta uma proposta de intervenção.
a) identifique os argumentos em cada parágrafo.
b) qual(is) é (são) a(s) proposta de intervenção sugerida(s)?
4. Na conclusão, o autor, para finalizar o texto, faz uma retomada tanto de seus argumentos como de uma imagem que apresentou no início.
a) quais argumentos são retomados?
b) identifique a imagem apresentada no início do texto e retomada na conclusão.
c) explique como essas retomadas contribuem para a estrutura da dissertação.
5. Em exames como o do Enem, há valorização do uso da norma-padrão, mas alguns poucos desvios são permitidos, desde que não prejudiquem a unidade do texto. Há no texto em estudo certas inadequações à norma-padrão formal.
a) identifique as inequações presentes em cada um destes trechos:
"Poderiam ser oferecidos cursos de português e cursos qualificantes voltados para os mesmos"
"É preciso que atitudes mais energéticas sejam tomadas"
"Não deve ser a toa que o Brasil"
b) reescreva os trechos, fazendo as devidas adequações à norma-padrão.
6. Com base no estudo sobre progressão referencial e operadores argumentativos realizado na seção Língua e linguagem deste capítulo, identifique no primeiro parágrafo do texto:
a) os termos que retomam, respectivamente, os referentes Brasil (1°linha) e mundo (2°linha);
b) um exemplo de progressão referencial catafórica;
c) um exemplo de operador argumentativo de contraposição.
d) um exemplo de operador argumentativo de audição.
7. Em geral, as dissertações escolares são construídas em um tom impessoal. No texto em estudo, entretanto, ocorre a presença da 1° pessoa, observada no uso de pronome nós.
a) levante hipóteses: Por que o tom impessoal é o mais utilizado nos textos dissertativo?
b) a quem se refere à 1° pessoa no texto em estudo?
c) explique por que, nesse contexto, o uso da 1° pessoa não descaracteriza a impessoalidade da linguagem.
Leia o texto dissertativo-argumentativo abaixo para responder às questões que seguem.
A imigração no Brasil
Durante, principalmente, a década de 1980, o Brasil mostrou-se um país de emigração. 1- _____, inúmeros brasileiros deixaram 2- _____ em busca de melhores condições de vida. No século XXI, um fenômeno inverso é evidente: a chegada ao Brasil de grandes contingentes imigratórios, com indivíduos de países subdesenvolvidos latino-americanos. No entanto, as condições precárias de vida 3- _____ são desafios 4- _____ para a plena adaptação de todos os cidadãos 5- _____. A ascensão do Brasil ao posto de uma das dez maiores economias do mundo é um importante fator atrativo 6- _____. 7- _____ o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) nacional, segundo previsões, seja menor em 2012 em relação a anos anteriores, o país mostra um verdadeiro aquecimento nos setores econômicos, representado, por exemplo, pelo aumento do poder de consumo da classe C. 8- _____ contribui para a construção de uma imagem positiva e promissora do Brasil no exterior, o que favorece a imigração. A vida dos imigrantes no país, 9- _____, exibe uma diferente e crítica faceta: a exploração da mão de obra e a miséria. 10- _____, para impedir a continuidade 11- _____, é imprescindível a intervenção governamental, por meio da fiscalização de empresas que apresentem imigrantes como funcionários, bem como a realização de denúncias de exploração por brasileiros ou por imigrantes. 12- _____, é necessário fomentar o respeito e a assistência a eles, ideais que devem ser divulgados por campanhas e por propagandas do governo ou de ONG's, além de garantir seu acesso à saúde e à educação, por meio de políticas públicas específicas 13- _____.
8. Em sua primeira leitura, você certamente percebeu que faltam alguns termos fundamentais para a compreensão do texto.
a) Entre as expressões a seguir, identifique as que completam adequadamente o texto e escreva-as em seu caderno, na ordem em que devem ser empregadas.
a esse grupo - Embora - entretanto - Na chamada década perdida - dessas pessoas - Portanto - aos estrangeiros - Ademais - Esse aspecto - dessa situação - ao governo e à sociedade brasileira - à nova realidade - o país
b) Reveja no texto os seguintes trechos e expressões e indique qual(is) expressão(ões) do quadro do item anterior retoma(m) cada um deles.- "a década de 1980"
- "o Brasil"
- "indivíduos de países subdesenvolvidos latino-americanos"
- "a chegada ao Brasil de grandes contingentes imigratórios"
- "o país mostra um verdadeiro aquecimento nos setores econômicos, representado, por exemplo, pelo aumento do poder de consumo da classe C"
- "A vida dos imigrantes no país [...] exibe uma diferente e crítica faceta: a exploração da mão de obra e a miséria"
c) Volte novamente ao texto e, com base nas relações estabelecidas entre as ideias, associe os conectivos presentes no item a aos seguintes valores semânticos.- adição
- adversidade
- concessão
- conclusão
d) Identifique no texto outro conectivo com o mesmo valor semântico de entretanto.
9. O texto lido, conforme aponta o título, discorre sobre a questão da imigração no Brasil.
a) Levante hipóteses: Quais são os possíveis meios de circulação de textos como esse? Qual é a sua principal função?
b) Sabendo que o texto lido é uma redação do Enem, discuta com os colegas e o professor: Qual é, de fato, a função de textos como esse?
10. Discuta com os colegas e o professor e responda:
a) Qual é a tese defendida por esse texto?
b) Quais argumentos e fatos ele utiliza para fundamentar o ponto de vista adaptado?
c) Qual é a conclusão do texto?
11. Releia estes trechos do texto:
- "Durante, principalmente, a década de 1980, o Brasil mostrou-se um país de emigração"
- "o país mostra um verdadeiro aquecimento nos setores econômicos, representado, por exemplo, pelo aumento do poder de consumo da classe C"
a) Há, nos trechos, termos que podem ser eliminados sem prejuízo para a estrutura e o sentido global deles. Identifique-os.
b) Discuta com os colegas e o professor e conclua: Qual é a função desses termos nos trechos? Justifique sua resposta.
12. leia o texto dissertativo-argumentativo abaixo para responder às questões.
Chegando
ao terceiro milênio, o homem ainda não conseguiu resolver os graves problemas
que preocupam a todos, pois existem populações imersas em completa miséria, a
paz é interrompida frequentemente por conflitos internacionais e, além do mais,
o meio ambiente encontra-se ameaçado por sério desequilíbrio ecológico. Embora
o planeta disponha de riquezas incalculáveis – estas, mal distribuídas, quer
entre Estados, quer entre indivíduos – encontramos legiões de famintos em pontos
específicos da Terra. Nos países do terceiro mundo, sobretudo em certas regiões
da África, vemos com tristeza, a falência da solidariedade hum, Ana e
colaboração entre as nações. Além disso, nessas últimas décadas, temos
assistido, com certa preocupação, aos conflitos internacionais que se sucedem.
Muitos trazem na memória a triste lembrança das guerras do Vietnã e da Coreia,
as quais provocaram grande extermínio. Em nossos dias, testemunhamos conflitos
na antiga Iugoslávia, em alguns membros da Comunidade dos Estado Independentes,
sem falar da Guerra do Golfo, que tanta apreensão nos causou. Outra preocupação
constante é o desiquilíbrio ecológico, provocado pela ambição desmedida de
alguns, que promovem desmatamentos desordenados e poluem as águas dos rios. Tais
atitudes contribuem para que o meio ambiente, em virtude de tantas agressões,
acabe por se transformar em local inabitável. Em virtude dos fatos mencionados,
somos levados a acreditar que o homem está muito longe de solucionar os graves
problemas que afligem diretamente uma grande parcela da humanidade e
indiretamente a qualquer pessoa consciente e solidária. É desejo de todos nós
que algo seja feito no sentido de conter essas forças ameaçadoras para podermos
suportar as adversidades e construir um mundo que por ser justo e pacífico,
será mais facilmente habitado pelas gerações vindouras.
a) Divida o texto dissertativo-argumentativo em parágrafos e justifique as suas escolhas.b) Qual é a tese defendida no texto?c) Identifique um argumento de sustentação à tese.d) Qual é a proposta de solução do texto?e) Encontre três palavras que são exemplos de conectivos.f) Encontre cinco palavras que são exemplos da norma culta da língua.
13. Complete os textos abaixo com palavras/expressões sinônimas ou conectivos que representem os termos em parênteses.
Texto I
Na mitologia grega,
Sísifo foi condenado por Zeus a rolar uma enorme pedra morro acima eternamente.
Todos os dias, 1. __________ (pronome para Sísifo) atingia o topo do rochedo,
contudo era vencido pela exaustão, assim a pedra retornava à base. 2. __________
(atualmente), esse mito assemelha-se à luta cotidiana dos deficientes auditivos
brasileiros, 3. __________ (coesão referencial a brasileiros) buscam ultrapassar
as barreiras 4. __________ (coesão referencial a barreiras) os separam do direito
à educação. Nesse contexto, não há dúvidas de que a formação educacional de
surdos é um desafio no Brasil o qual ocorre, infelizmente, devido não só à 5. __________
(descaso) governamental, mas também ao preconceito da sociedade.
A Constituição cidadã
de 1988 garante educação inclusiva de qualidade aos deficientes, todavia o
Poder Executivo não 6. __________ (põe em prática) esse direito. Consoante
Aristóteles no livro "Ética a Nicômaco", a política serve para
garantir a felicidade dos cidadãos, logo se verifica que esse conceito encontra-se 7. __________ (distorcido, atrapalhado) no Brasil à medida que a oferta não apenas
da educação inclusiva, como também da preparação do número suficiente de
professores especializados no cuidado com surdos não está presente em todo o
território nacional, fazendo os direitos permanecerem no papel.
8. __________ (igualmente,
do mesmo modo), o preconceito da sociedade ainda é um grande 9. __________
(obstáculo) à permanência dos deficientes auditivos nas escolas. Tristemente, a
existência da discriminação contra surdos é reflexo da valorização dos padrões
criados pela consciência coletiva. No entanto, segundo o pensador e ativista
francês Michel Foucault, é preciso mostrar às pessoas que elas são mais livres
do que pensam para quebrar pensamentos 10. __________ (errados) construídos em
outros momentos históricos. Assim, uma mudança nos valores da sociedade é
fundamental para 11. __________ (passar além, deixar pra trás) as barreiras à
formação educacional de surdos.
12. __________ (expressão
resumidora), 13. __________ (sem dúvida), medidas são necessárias para resolver
esse problema. Cabe ao Ministério da Educação criar um projeto para ser
desenvolvido nas escolas o qual promova palestras, apresentações artísticas e
atividades lúdicas a respeito do cotidiano e dos direitos dos surdos. - uma vez
que ações culturais coletivas têm imenso poder transformador - a fim de que a
comunidade escolar e a sociedade no geral - por conseguinte - conscientizem-se.
Desse modo, a realidade distanciar-se-á do mito grego e os Sísifos brasileiros
vencerão o desafio de Zeus.
Texto II
Na obra “Memórias Póstumas de Brás Cubas”, o realista Machado de Assis
expõe, por meio da 1. __________ (aversão, repugnância) do personagem principal em
relação à deficiência física (ela era “coxa), a maneira como a sociedade
brasileira trata os deficientes. 2. __________ (atualmente), mesmo após avanços
nos direitos 3. __________ (do surdos) a situação de exclusão e preconceito permanece
e se reflete na 4. __________ (má) condição da educação ofertada aos surdos no
País, 5. __________ (coesão referencial a educação) é responsável pela dificuldade
de 6. ___________ (inclusão) social desse grupo, especialmente no ramo 7. __________
(do trabalho, labor).
Convém ressaltar, a princípio, que a má formação socioeducacional do
brasileiro é um fator determinante para a permanência da precariedade da
educação para deficientes auditivos no País, uma vez que os governantes
respondem aos 8. __________ (desejos) sociais e grande parte da população não
exige uma educação inclusiva por não necessitar dela. Isso, 9. __________ (de
encontro, que soa com) ao pensamento de A. Schopenhauer de que os limites do
campo da visão de uma pessoa determinam seu entendimento a respeito do mundo
que a cerca, ocorre porque a educação básica é deficitária e pouco prepara
cidadãos 10. __________ (no que diz respeito) aos respeito às diferenças. Tal fato
se reflete nos 11. __________ (ínfimos) investimentos governamentais em capacitação
profissional e em melhor estrutura física, medidas que tornariam o ambiente
escolar mais inclusivo para os surdos.
Em consequência disso, os deficientes auditivos encontram inúmeras dificuldades
em variados 12. __________ (espaços, círculos) de suas vidas. Um exemplo disso é a
difícil inserção dos surdos no mercado de trabalho, devido à precária educação
recebida por eles e ao preconceito intrínseco à sociedade brasileira. Essa
conjuntura, de acordo com as ideias do contratrualista Johm Locke, configura-se
uma violação do “contrato social”, já que o Estado não cumpre sua função de
garantir que tais cidadãos gozem de direitos imprescindíveis (como direito à
educação de qualidade) para a manutenção da igualdade entre os membros da sociedade,
o que expõe os surdos a uma condição de ainda maior exclusão e desrespeito.
13. __________ (expressão resumidora), faz-se necessário que a Escola
promova a formação de cidadãos que respeitem às diferenças e valorizem a
inclusão, por intermédio de palestras, debates e trabalhos em grupo, que
envolvam a família, a respeito desse tema, visando a ampliar o contato entre a
comunidade escolar e as várias formas de deficiência. Além disso, é
imprescindível que o Poder Público destine maiores investimentos à capacitação
de profissionais da educação especializados no ensino inclusivo e às melhorias
estruturais nas escolas, com o objetivo de oferecer aos surdos uma formação
mais 14. __________ (de qualidade, boa). Ademais, cabe também ao Estado incentivar
a contratação de deficientes por empresas privadas, por meio de subsídios e
Parcerias Público-Privadas, objetivando a ampliar a participação desse grupo
social no mercado de trabalho. Dessa forma, será possível reverter um passado
de preconceito e exclusão, narrado por Machado de Assis e ofertar condições de
educação mais justas a esses cidadãos.
Leia o texto dissertativo-argumentativo abaixo para responder às questões que seguem.
- "a década de 1980"
- "o Brasil"
- "indivíduos de países subdesenvolvidos latino-americanos"
- "a chegada ao Brasil de grandes contingentes imigratórios"
- "o país mostra um verdadeiro aquecimento nos setores econômicos, representado, por exemplo, pelo aumento do poder de consumo da classe C"
- "A vida dos imigrantes no país [...] exibe uma diferente e crítica faceta: a exploração da mão de obra e a miséria"
- adição
- adversidade
- concessão
- conclusão
- "Durante, principalmente, a década de 1980, o Brasil mostrou-se um país de emigração"
- "o país mostra um verdadeiro aquecimento nos setores econômicos, representado, por exemplo, pelo aumento do poder de consumo da classe C"
Na mitologia grega,
Sísifo foi condenado por Zeus a rolar uma enorme pedra morro acima eternamente.
Todos os dias, 1. __________ (pronome para Sísifo) atingia o topo do rochedo,
contudo era vencido pela exaustão, assim a pedra retornava à base. 2. __________
(atualmente), esse mito assemelha-se à luta cotidiana dos deficientes auditivos
brasileiros, 3. __________ (coesão referencial a brasileiros) buscam ultrapassar
as barreiras 4. __________ (coesão referencial a barreiras) os separam do direito
à educação. Nesse contexto, não há dúvidas de que a formação educacional de
surdos é um desafio no Brasil o qual ocorre, infelizmente, devido não só à 5. __________
(descaso) governamental, mas também ao preconceito da sociedade.
A Constituição cidadã
de 1988 garante educação inclusiva de qualidade aos deficientes, todavia o
Poder Executivo não 6. __________ (põe em prática) esse direito. Consoante
Aristóteles no livro "Ética a Nicômaco", a política serve para
garantir a felicidade dos cidadãos, logo se verifica que esse conceito encontra-se 7. __________ (distorcido, atrapalhado) no Brasil à medida que a oferta não apenas
da educação inclusiva, como também da preparação do número suficiente de
professores especializados no cuidado com surdos não está presente em todo o
território nacional, fazendo os direitos permanecerem no papel.
8. __________ (igualmente,
do mesmo modo), o preconceito da sociedade ainda é um grande 9. __________
(obstáculo) à permanência dos deficientes auditivos nas escolas. Tristemente, a
existência da discriminação contra surdos é reflexo da valorização dos padrões
criados pela consciência coletiva. No entanto, segundo o pensador e ativista
francês Michel Foucault, é preciso mostrar às pessoas que elas são mais livres
do que pensam para quebrar pensamentos 10. __________ (errados) construídos em
outros momentos históricos. Assim, uma mudança nos valores da sociedade é
fundamental para 11. __________ (passar além, deixar pra trás) as barreiras à
formação educacional de surdos.
12. __________ (expressão
resumidora), 13. __________ (sem dúvida), medidas são necessárias para resolver
esse problema. Cabe ao Ministério da Educação criar um projeto para ser
desenvolvido nas escolas o qual promova palestras, apresentações artísticas e
atividades lúdicas a respeito do cotidiano e dos direitos dos surdos. - uma vez
que ações culturais coletivas têm imenso poder transformador - a fim de que a
comunidade escolar e a sociedade no geral - por conseguinte - conscientizem-se.
Desse modo, a realidade distanciar-se-á do mito grego e os Sísifos brasileiros
vencerão o desafio de Zeus.
Texto II
Na obra “Memórias Póstumas de Brás Cubas”, o realista Machado de Assis
expõe, por meio da 1. __________ (aversão, repugnância) do personagem principal em
relação à deficiência física (ela era “coxa), a maneira como a sociedade
brasileira trata os deficientes. 2. __________ (atualmente), mesmo após avanços
nos direitos 3. __________ (do surdos) a situação de exclusão e preconceito permanece
e se reflete na 4. __________ (má) condição da educação ofertada aos surdos no
País, 5. __________ (coesão referencial a educação) é responsável pela dificuldade
de 6. ___________ (inclusão) social desse grupo, especialmente no ramo 7. __________
(do trabalho, labor).
Convém ressaltar, a princípio, que a má formação socioeducacional do
brasileiro é um fator determinante para a permanência da precariedade da
educação para deficientes auditivos no País, uma vez que os governantes
respondem aos 8. __________ (desejos) sociais e grande parte da população não
exige uma educação inclusiva por não necessitar dela. Isso, 9. __________ (de
encontro, que soa com) ao pensamento de A. Schopenhauer de que os limites do
campo da visão de uma pessoa determinam seu entendimento a respeito do mundo
que a cerca, ocorre porque a educação básica é deficitária e pouco prepara
cidadãos 10. __________ (no que diz respeito) aos respeito às diferenças. Tal fato
se reflete nos 11. __________ (ínfimos) investimentos governamentais em capacitação
profissional e em melhor estrutura física, medidas que tornariam o ambiente
escolar mais inclusivo para os surdos.
Em consequência disso, os deficientes auditivos encontram inúmeras dificuldades
em variados 12. __________ (espaços, círculos) de suas vidas. Um exemplo disso é a
difícil inserção dos surdos no mercado de trabalho, devido à precária educação
recebida por eles e ao preconceito intrínseco à sociedade brasileira. Essa
conjuntura, de acordo com as ideias do contratrualista Johm Locke, configura-se
uma violação do “contrato social”, já que o Estado não cumpre sua função de
garantir que tais cidadãos gozem de direitos imprescindíveis (como direito à
educação de qualidade) para a manutenção da igualdade entre os membros da sociedade,
o que expõe os surdos a uma condição de ainda maior exclusão e desrespeito.
13. __________ (expressão resumidora), faz-se necessário que a Escola
promova a formação de cidadãos que respeitem às diferenças e valorizem a
inclusão, por intermédio de palestras, debates e trabalhos em grupo, que
envolvam a família, a respeito desse tema, visando a ampliar o contato entre a
comunidade escolar e as várias formas de deficiência. Além disso, é
imprescindível que o Poder Público destine maiores investimentos à capacitação
de profissionais da educação especializados no ensino inclusivo e às melhorias
estruturais nas escolas, com o objetivo de oferecer aos surdos uma formação
mais 14. __________ (de qualidade, boa). Ademais, cabe também ao Estado incentivar
a contratação de deficientes por empresas privadas, por meio de subsídios e
Parcerias Público-Privadas, objetivando a ampliar a participação desse grupo
social no mercado de trabalho. Dessa forma, será possível reverter um passado
de preconceito e exclusão, narrado por Machado de Assis e ofertar condições de
educação mais justas a esses cidadãos.
Artigos definidos e indefinidos
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